II Guerra Mundial: Participação efetiva - O fim da posição neutra de Getúlio
O ataque ao navio brasileiro pelo submarino alemão U-507 foi o estopim que faltava para que o Brasil descesse do muro e declarasse guerra ao Eixo. A adesão formal do Brasil aos aliados colocaria ponto final no jogo político do presidente Getúlio Vargas, que tentava tirar o máximo proveito possível da neutralidade, com ambos os lados. A pressão popular sobre Vargas, a capitaneada por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Liga da Defesa Nacional, aumento ainda mais naqueles dias de agosto. A tensão era tão grande que muitas famílias alemãs eram hostilizadas, mesmo não sendo simpáticas à postura do país natal. Estabelecimentos comerciais como os bares Berlim e Zepelim, no Rio de Janeiro, foram depredados assim como o Germânia. Diante de tudo isso, e com a pressão feita pelos Estados Unidos havia vários meses pela adesão brasileira, Vargas não teve alternativa a não ser, no dia 22 de agosto, romper relações diplomáticas com os países do Eixo. Naquele dia,...