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Brasil na Mira de Hitler: Era conhecido o interesse do Führer pelo país

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O Zeppelin sobrevoando o centro do Recife. Notem na parte traseira as duas suásticas nazistas. Se a Segunda Guerra Mundial tivesse tomado outros rumos e a Alemanha conseguisse virar o jogo, a América Latina fatalmente entraria na mira dos alemães. Mesmo que não houvesse invasão militar, os planos de Adolf Hitler era muito ambiciosos, em especial por causa das grande colônia germânica estabelecida na Região Sul do Brasil Em seu livro Hitler M'a Dit (Hitler me disse), o ex-oficial prussiano Hermann Rauschning relata uma conversa ocorrida em 1934 onde fica claro o apetite do ditador pelo continente. "O Brasil me interessa, em especial. Lá edificaremos uma nova Alemanha. Ali se reúnem todas as condições para uma revolução que permitiria transformar, em alguns, um Estado governador e habitado por mestiços corrompidos numa possessão germânica" afirmou Hitler no diálogo, reproduzido no livro "O Brasil sob a Mira de Hitler" de Roberto Sander. "Os b...

Guerra das Duas Rosas

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 Guerra civil pela conquista do trono inglês, travada entre 1453 e 1485. Nela se enfrentaram a casa real de Lancaster, cujo brasão tem uma rosa vermelha, e a de York, que traz no seu uma rosa branca. Tem como origem a disputa entre senhores feudais ingleses para compensar a perda de seus territórios na França na Guerra dos Cem Anos .  Durante 30 anos, a Coroa britânica alterna-se entre as duas casas, o que provoca um enfraquecimento da nobreza. O conflito começa quando Ricardo, duque de York, o maior senhor feudal inglês e aspirante ao trono, aprisiona Henrique VI, rei da Inglaterra e membro da família Lancaster. Os York são derrotados em 1460 na Batalha de Wakefiel. Um ano depois, Eduardo IV, também da casa de York, toma o trono dos Lancaster na Batalha de Towton, mas acaba traído pela nobreza e é obrigado a devolvê-lo a Henrique VI. O rei é morto em 1471 na Batalha de Barnet, juntamente com outros membros da casa real de Lancaster. Dois anos mais tarde morre tamb...

Guerra dos Cem anos

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 Conflito entre França e Inglaterra causado pela pretensão do rei inglês Eduardo III (1312-1377) de disputar a sucessão do rei francês Carlos IV (1294-1328). Apesar do nome, dura mais tempo: vai de 1337 a 1453. A Inglaterra também luta pela posse do território de Flandres, sob domínio francês. Com o comércio dificultado na região, os ingleses querem ter livre acesso por meio da união dos reinados. O embate diminui o poder dos senhores feudais nos dois países e reforça a autoridade real. A invasão inglesa   Para a sucessão de Carlos IV à Coroa da França é escolhido Felipe VI de Valois (1293-1350), sobrinho de Felipe IV, o Belo (1268-1314). Porém, o rei Eduardo III da Inglaterra, neto de Felipe, o Belo por parte de mãe, declara-se soberano da França e invade o país em 1337, reivindicando o trono. A superioridade do Exército inglês impõe sucessivas derrotas às forças inimigas. Em 1347, Eduardo III ocupa Calais, no norte da França. A peste negra e o esforço de guerra de...

Guerra Civil Espanhola

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 Revolta militar contra o governo republicano na Espanha que tem início em 18 de julho de 1936, com o levante de militares da guarnição de Melilla, no Marrocos espanhol, liderados pelo general Francisco Franco. A guerra alcança todo o país, opondo nacionalistas e republicanos, e termina em 1939, com a morte de um milhão de pessoas. Os nacionalistas são vitoriosos e implantam a ditadura franquista, que governa a Espanha até 1975, quando morre Franco. Antecedentes   O conflito tem origem na crise econômica espanhola, que, entre 1929 e 1936, impulsiona grande número de greves, manifestações e levantes de direita e de esquerda. A proclamação da República (1931) e as reformas que ela promove não conseguem sanar a economia, deixando descontentes vários setores da sociedade. A vitória da direita nas eleições, em 1933, provoca uma insurreição de operários liderados pelos socialistas. As regiões da Catalunha e Astúrias são tomadas pelos revoltosos, que proclamam a independênci...

II Guerra Mundial

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Conheça a Fundação Rampa  Conflito militar de escala mundial que envolve países de todos os continentes e se estende de 1939 a 1945. Resulta do choque de interesses entre as nações após o fim da I Guerra Mundial e das pretensões da Alemanha de conquistar o mundo. Termina com a destruição do III Reich, de Adolf Hitler, o declínio das nações da Europa e a emergência das duas superpotências mundiais, Estados Unidos e União Soviética, que passam a disputar o controle do planeta na chamada Guerra Fria. As perdas em  consequência  da guerra são estimadas em quase 50 milhões de mortos, a maioria civis. Cerca de 5,9 milhões de judeus são assassinados nos campos de concentração e extermínio, em um dos maiores genocídios da história. A  ideia  de superioridade da raça ariana também leva a uma política de perseguição e ao extermínio de minorias consideradas inferiores, como ciganos, eslavos, doentes mentais e deficientes físicos. Causas Berlim ...

Primeira Guerra Mundial: A face da guerra

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O marinheiro britânico Willie Vicarge teve seu rosto desfigurado por um tiro durante a Batalha de Jutlândia, na Primeira Guerra Mundial. Willie foi submetido as intervenções cirúrgicas de Gillies  Os soldados com o rosto desfigurado são os feridos mais emblemáticos da Primeira Guerra Mundial. Foram 15 mil em 3 milhões de vítimas salvas. Se os amputados e os inválidos inspiraram piedade, os rostos desfigurados, marcados pelos estigmas dos combates, não sem contemplam sem horror.  Cinco desses foram "expostos" em 28 de julho de 1919, na Galeria dos Espelhos , aos dignatários alemães, na ocasião de assinatura do Tratado de Versalhes . De volta a paz muitos deles se encontravam deslocando socialmente. Em junho de 1921, dois feridos com rostos desfigurados fundaram a União dos Feridos na Face e na Cabeça , reconhecida de utilidade publica em 1927. Para arrecadar fundos, uma subscrição foi lançada. A ideia prosperou: a Loteria Nacional foi criada em 1935.

Primeira Guerra Mundial: Brasil, discreta participação

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Imagem: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Rio de Janeiro)  Com os americanos rompendo sua neutralidade, em abril de 1917 , o Brasil logo pendeu para o lado Entente, posição firmemente defendida por Rui Barbosa, a frente da sua Liga de Defesa Nacional, que era obstada pelos muitos germanófilos nos meios castrenses e políticos brasileiros.  A posição do grande tribuno receberia impulso com o afundamento de alguns navios brasileiros por navios alemães. Em abril de, o cargueiro Parana foi torpedeado em Barfleur, na França,causando a morte de três brasileiros e a perda de seu carregamento de cafe, Os alemães teriam disparado contra os náufragos.  O Brasil então declarou em 26 de outubro de 1917 , guerra a Alemanha e ao Império Austro-Húngaro, enviando médico e aviadores para a Europa. Navios brasileiros também foram encarregados do patrulhamento em parte do Atlântico, no Circuito Dacar-São Vicente-Gilbratar. Mas problemas de ordem técnica dos navios...

Primeira Guerra Mundial: As mulheres ocupam as linhas de montagem

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 Homens no front, mulheres no lar  Homens no front, mulheres no lar : esse clichê perdeu todo sentido. Beligerantes tinham necessidade de braços. A guerra acarretou o vertiginoso crescimento da mão de obra industrial feminina (mais de 20% na França em quatro anos, mais de 50% na Inglaterra, mais de 55% na Alemanha). As mulheres proclamavam seu orgulho em combater no que elas chamavam de segundo front. O trabalho na fábrica exigia desembaraço: elas se livraram de suas saias rodadas, espartilhos e corpetes e adotaram o macacão. Aquelas que não fabricavam armas substituíram os homens em postos que até então lhes eram reservados.   Mas a guerra não foi senão um parêntese: em 1919, as combatentes da retaguarda retornaram as suas casas. Na metalúrgica e na indústria elétrica, para tarefas não qualificadas, as operárias conservaram seus empregos, mas a França contariam com tantos indivíduos ativos (7,2 milhões) em 1921 quanto em 1911. Crédito: História Viva

Primeira Guerra Mundial: A Alemanha humilhada

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Primeira Guerra Mundial: A Alemanha humilhada   Como prevê o artigo 231 do Tratado de Versalhes  assinado em 28 de julho de 1919 "Os governos aliados e associados declararam, e a Alemanha reconhece, que a Alemanha e seus aliados são responsáveis, por deles ter sido a causa, por todas as perdas e por todos os prejuízos sofridos pelos governos aliados e associados e seus nacionais em consequência da guerra, que lhes foi imposta pela agressão da Alemanha e seus aliados"  Para os alemães, a injustiça era evidente, pois quase todos estavam convencidos de que conduziram uma legítima guerra de defesa contra o mundo belicoso, até mesmo o inimigo. Evidentemente, as consequências desse tratado da vergonha , como se dizia nos anos 1920, custaram caro à recente República de Weimar, cujos representantes foram expostos aos insultos e aos assassinatos cometidos pelos nacionalistas exacerbados. Entre as principais condições de paz impostas à Alemanha figuraram a amput...