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Nenhum Estado maior que o Estado mínimo pode ser justificado

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" Os indivíduos têm direitos, e há coisas que nenhuma pessoa ou grupo pode fazer a eles " Robert Nozick  Robert Nozick (1938-2002)  A posição dos direitos individuais numa era de estados fortes e enormes instituições públicas se mostrou um campo fértil para a teoria política. O filósofo Robert Nozick tem ocupado papel de destaque no debate. Sua obra foi em parte uma resposta às ideias de John Locke e John Rwals.  Locke, ao escrever o Segundo tratado sobre o governo em 1689, estabeleceu as fundações da teoria do Estado moderno ao sugerir que as pessoas têm direitos individuais, mas que alguma forma de Estado era necessária para implementá-los. Disso veio a noção de contrato social, esboçada por Jean-Jaques Rousseau, na qual os indivíduos abrem mão de parte de sua liberdade para receber uma proteção do Estado.  O influente livro de Rawls Uma teoria da justiça, de 1971, expandiu essa ideia ao propor uma variante do contrato social, que ele...

Conferência de Potsdam

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 A partir de 17 de julho de 1945, os EUA, o Reino Unido e a União Soviética passaram a estabelecer as diretrizes político-econômicas para a Alemanha no pós-Guerra. A seguir, enviaram ultimato ao Japão, exigindo rendição. Stalin, Truman e Churchill na Conferência de Potsdam, em 1945  Em 17 de julho de 1945, os chefes de governo dos Estados Unidos , Reino Unido e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) , vencedores da Segunda Guerra Mundial, reuniram-se pela terceira vez no contexto do conflito. Antes, haviam acontecido as conferências de Teerã (em 1943) e de Ialta (fevereiro de 1945).   Quando os Aliados se reuniram em Potsdam, nas proximidades de Berlim, em julho de 1945, começava a se desgastar a aliança estabelecida em junho de 1941, com a invasão da Alemanha nazista.  A Conferência de Potsdam significou uma reviravolta nas relações Leste-Oeste. Seus principais protagonistas foram o novo presidente norte-americano, Harry S. Truman , ...

EUA: A morte de Abraham Lincoln

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 Abraham Lincoln é um dos homens que mais se escrevem no mundo, são mais de 16 mil livros desde sua morte em 1865.  Seus últimos meses de vida foram agitados, ele conseguiu ser reeleito e aprovar a lei que abolia a escravidão no meio da guerra civil que opôs o Norte capitalista ao Sul escravocrata. Na noite de 14 de abril ele foi ver uma comédia. No terceiro ato ela viraria uma tragédia: um homem invade o camarote presidencial e atira a queima-roupa na cabeça de Lincoln. Em seguida ele salta ao palco e grita Sic semper Tyranis ( Assim sempre aos tiranos , em latim) e foge pelos fundos. O presidente sucumbe na manhã seguinte aos 56 anos. Foi uma última baixa do Norte numa guerra que matou 600 mil vidas.  Seu algoz foi o ator John Wilkes Booth , 26 anos, defensor do Sul racista. Para ele foi a gota d'água foi Lincoln defender o voto para negros, três dias antes do crime. Acabou morto por tropas do Norte, duas semanas depois do crime. Quatro cúmplices morreram na...