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A Fortaleza dos Reis Magos

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Fortaleza dos Reis Magos no início do século XX Mapa de Luís Teixeira (1574) com a divisão da América Portuguesa em capitanias   Em 1532, ano em que ocorreu a criação das Capitanias Hereditárias, o território correspondente ao atual Estado do Rio Grande do Norte achava-se incluído na IX Capitania, cujo limites litorâneos tinha o seu início na Baía da Traição, estendendo-se até Angra dos Negros (na Paraíba e no Ceará, respectivamente).  Foram agraciados com aquela Capitania o historiador João de Barros e o capitão-mor do mar Aires da Cunha . Expulsos dos territórios do sul do país, os franceses se apossaram do Rio Grande onde passaram a nutrir relações comerciais com os indígenas.  No ano de 1597, o Governador Geral do Brasil, Dom Francisco de Souza, determinou a organização de uma expedição para expulsar os franceses da Capitania do Rio Grande (então convertida em uma Capitania Real). Seria também edificada uma fortificação na barra do Rio Grande ...

Guerra da Lagosta

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 Hoje, vocês vão conhecer a história da Guerra da Lagosta, que foi um conflito de interesses comerciais que resultou numa instabilidade diplomática que quase causou uma guerra entre o Brasil e a França.  No início da década de 60 a exportação no Brasil se encontrava em seu auge. A pesca existente no litoral brasileiro despertou os interesses dos franceses, que por sua vez enviaram uma delegação para o Brasil com o objetivo de negociar a vinda de embarcações pesqueiras francesas para realizar apenas pesquisas sobre os nossos viveiros de lagosta. A autorização dessa pesquisa foi emitida em março de 1961 e tinha um prazo de validade de 180 dias. Os franceses não obedeceram o acordo. Os militares brasileiros constataram que os franceses estavam realizando uma pesca predatória em larga escala. Além disso, a licença de pesquisa emitida limitava-se a três embarcações e foram enviados quatro. Em abril de 1961, essa licença foi cancelada. No entanto, em novembro do mesmo ano, os f...

Vende-se a Amazônia

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  "Dar lugar pros gringos entrar" , como cantava Raul Seixas, é um dos maiores temores envolvendo a Amazônia. A ideia de que podemos nos desfazer da floresta existe há décadas. E ganhou força de 2000 para cá, depois que organizações não governamentais dos Estados Unidos e da Europa começaram a comprar terrenos de floresta pelo mundo para impedir seu desmatamento. Eles fizeram isso em lugares como Peru, Guiana, Serra Leoa e Ilhas Figi. Esse tipo de coisa rola aqui também. Por exemplo: o magnata sueco Johan Eliasch, dono de ong, comprou uma área na Amazônia do tamanho da cidade de São Paulo - e revende partes da "sua" selva a ambientalistas. Mas a lei brasileira coloca um freio nisso: 75% da Amazônia ficam sob controle do governo, e não podem ser vendidos.  Mas, no mundo das teorias mirabolantes, o que está em questão nem é esse tipo de comércio. É a venda da soberania mesmo - com o Estado entregando a floresta a um "consórcio de empresas", ou coisa qu...

Sua majestade, o café

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Plantação brasileira de café , no começo do século XX .  No início do século XVIII (18), o café já era bem conhecido na Europa, sendo considerado um produto de luxo. Atribui-se ao tenente-coronel Francisco de Melo Palheta a introdução do plantio de café no Brasil, em terras do atual estado do Pará, em 1727. Nessa versão, ele teria sido presenteado com mudas da planta pela esposa do governador da Guiana Francesa, quando lá esteve em missão diplomática. Por volta de 1760, temos notícias a respeito do cultivo de café nas cercanias da cidade do Rio de Janeiro.   As condições climáticas e topográficas mostraram-se decisivas para o desenvolvimento da cafeicultura no Rio de Janeiro. Os brejos e pântanos drenados da Baixada Fluminense tornaram-se ideais para as primeiras plantações. Recursos e equipamentos existentes na região, originários das minas e da atividade mercantil, foram reaproveitados pela cultura do café. Seguindo crescimento do consumo internacional, as plantaç...

Brasil na Mira de Hitler: Era conhecido o interesse do Führer pelo país

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O Zeppelin sobrevoando o centro do Recife. Notem na parte traseira as duas suásticas nazistas. Se a Segunda Guerra Mundial tivesse tomado outros rumos e a Alemanha conseguisse virar o jogo, a América Latina fatalmente entraria na mira dos alemães. Mesmo que não houvesse invasão militar, os planos de Adolf Hitler era muito ambiciosos, em especial por causa das grande colônia germânica estabelecida na Região Sul do Brasil Em seu livro Hitler M'a Dit (Hitler me disse), o ex-oficial prussiano Hermann Rauschning relata uma conversa ocorrida em 1934 onde fica claro o apetite do ditador pelo continente. "O Brasil me interessa, em especial. Lá edificaremos uma nova Alemanha. Ali se reúnem todas as condições para uma revolução que permitiria transformar, em alguns, um Estado governador e habitado por mestiços corrompidos numa possessão germânica" afirmou Hitler no diálogo, reproduzido no livro "O Brasil sob a Mira de Hitler" de Roberto Sander. "Os b...

Primeira Guerra Mundial: Brasil, discreta participação

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Imagem: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Rio de Janeiro)  Com os americanos rompendo sua neutralidade, em abril de 1917 , o Brasil logo pendeu para o lado Entente, posição firmemente defendida por Rui Barbosa, a frente da sua Liga de Defesa Nacional, que era obstada pelos muitos germanófilos nos meios castrenses e políticos brasileiros.  A posição do grande tribuno receberia impulso com o afundamento de alguns navios brasileiros por navios alemães. Em abril de, o cargueiro Parana foi torpedeado em Barfleur, na França,causando a morte de três brasileiros e a perda de seu carregamento de cafe, Os alemães teriam disparado contra os náufragos.  O Brasil então declarou em 26 de outubro de 1917 , guerra a Alemanha e ao Império Austro-Húngaro, enviando médico e aviadores para a Europa. Navios brasileiros também foram encarregados do patrulhamento em parte do Atlântico, no Circuito Dacar-São Vicente-Gilbratar. Mas problemas de ordem técnica dos navios...

Segunda Guerra Mundial: Os três pracinhas

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Os três pracinhas Contexto histórico      A Segunda Grande Guerra caminhava para seus últimos anos, quando a vitória parecia certa para o Eixo, os Aliados conseguiram virar o jogo. Em 1942 o Brasil entrou na guerra, e em 1944 enviou mais de 25 mil soldados que combateram bravamente os alemães que dominavam a Itália.   A missão da  F.E.B  era avançar e tomar as cidades italianas, para que essas invasões ocorressem de forma segura para o lado dos Aliados foram criados grupos de patrulhamento brasileiro e foram em varias patrulhas que muitos soldados brasileiros morreram. Um desse grandes brasileiros era o  Sargento Max Wolff Filho .       Sargento Max Wolff Filho     O Sargento Max começou sua vida militar em Curitiba no 15 Batalhão  de Caçadores. No ano de 1944 apresentou-se voluntariamente para compor a Força Expedicionária Brasileira (F.E.B), integrando a...