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Guerra das Duas Rosas

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 Guerra civil pela conquista do trono inglês, travada entre 1453 e 1485. Nela se enfrentaram a casa real de Lancaster, cujo brasão tem uma rosa vermelha, e a de York, que traz no seu uma rosa branca. Tem como origem a disputa entre senhores feudais ingleses para compensar a perda de seus territórios na França na Guerra dos Cem Anos .  Durante 30 anos, a Coroa britânica alterna-se entre as duas casas, o que provoca um enfraquecimento da nobreza. O conflito começa quando Ricardo, duque de York, o maior senhor feudal inglês e aspirante ao trono, aprisiona Henrique VI, rei da Inglaterra e membro da família Lancaster. Os York são derrotados em 1460 na Batalha de Wakefiel. Um ano depois, Eduardo IV, também da casa de York, toma o trono dos Lancaster na Batalha de Towton, mas acaba traído pela nobreza e é obrigado a devolvê-lo a Henrique VI. O rei é morto em 1471 na Batalha de Barnet, juntamente com outros membros da casa real de Lancaster. Dois anos mais tarde morre tamb...

Guerra dos Cem anos

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 Conflito entre França e Inglaterra causado pela pretensão do rei inglês Eduardo III (1312-1377) de disputar a sucessão do rei francês Carlos IV (1294-1328). Apesar do nome, dura mais tempo: vai de 1337 a 1453. A Inglaterra também luta pela posse do território de Flandres, sob domínio francês. Com o comércio dificultado na região, os ingleses querem ter livre acesso por meio da união dos reinados. O embate diminui o poder dos senhores feudais nos dois países e reforça a autoridade real. A invasão inglesa   Para a sucessão de Carlos IV à Coroa da França é escolhido Felipe VI de Valois (1293-1350), sobrinho de Felipe IV, o Belo (1268-1314). Porém, o rei Eduardo III da Inglaterra, neto de Felipe, o Belo por parte de mãe, declara-se soberano da França e invade o país em 1337, reivindicando o trono. A superioridade do Exército inglês impõe sucessivas derrotas às forças inimigas. Em 1347, Eduardo III ocupa Calais, no norte da França. A peste negra e o esforço de guerra de...

Guerra Civil Espanhola

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 Revolta militar contra o governo republicano na Espanha que tem início em 18 de julho de 1936, com o levante de militares da guarnição de Melilla, no Marrocos espanhol, liderados pelo general Francisco Franco. A guerra alcança todo o país, opondo nacionalistas e republicanos, e termina em 1939, com a morte de um milhão de pessoas. Os nacionalistas são vitoriosos e implantam a ditadura franquista, que governa a Espanha até 1975, quando morre Franco. Antecedentes   O conflito tem origem na crise econômica espanhola, que, entre 1929 e 1936, impulsiona grande número de greves, manifestações e levantes de direita e de esquerda. A proclamação da República (1931) e as reformas que ela promove não conseguem sanar a economia, deixando descontentes vários setores da sociedade. A vitória da direita nas eleições, em 1933, provoca uma insurreição de operários liderados pelos socialistas. As regiões da Catalunha e Astúrias são tomadas pelos revoltosos, que proclamam a independênci...

Guerra Fria

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 Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e URSS após a II Guerra Mundial . É uma intensa guerra econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência. Ela divide o mundo em dois blocos, com sistemas econômicos e políticos opostos: o chamado mundo capitalista, liderado pelos EUA, e o mundo comunista, encabeçado pela URSS. Provoca uma corrida armamentista que se estende por 40 anos e coloca o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.  Após a II Guerra Mundial, os soviéticos controlam os países do Leste Europeu e os norte-americanos tentam manter o resto da Europa sob sua influência. Apoiado na Doutrina Truman – segundo a qual cabe aos EUA a defesa do mundo capitalista diante do avanço do comunismo –, o governo norte-americano presta ajuda militar e econômica aos países que se opõem à expansão comunista e auxilia a instalação de ditaduras militares na América Latina. O Plano Marshall , por exemplo, resulta na injeção de US$ 13 bilhões...

II Guerra Mundial

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Conheça a Fundação Rampa  Conflito militar de escala mundial que envolve países de todos os continentes e se estende de 1939 a 1945. Resulta do choque de interesses entre as nações após o fim da I Guerra Mundial e das pretensões da Alemanha de conquistar o mundo. Termina com a destruição do III Reich, de Adolf Hitler, o declínio das nações da Europa e a emergência das duas superpotências mundiais, Estados Unidos e União Soviética, que passam a disputar o controle do planeta na chamada Guerra Fria. As perdas em  consequência  da guerra são estimadas em quase 50 milhões de mortos, a maioria civis. Cerca de 5,9 milhões de judeus são assassinados nos campos de concentração e extermínio, em um dos maiores genocídios da história. A  ideia  de superioridade da raça ariana também leva a uma política de perseguição e ao extermínio de minorias consideradas inferiores, como ciganos, eslavos, doentes mentais e deficientes físicos. Causas Berlim ...

Juscelino Kubitschek: 50 anos em 5

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 Desde o suicídio de Getúlio, o mais popular presidente brasileiro, em 1954, o país vivia uma crise política. A comoção que se seguiu após a morte de Vargas não esfriou as ambições de seus opositores, mas os impediu de chegar ao poder pelas urnas. Em 1955, o povo escolheu Juscelino Kubitschek .  Nascido em Diamantina/MG, ex-telegrafista, dono de uma carreira política meteórica. Em 1934 foi eleito deutado federal, nomedo prefeito de Belo Horizonte em 1940, deputado constituinte em 1946 e em 1950 e governador de Minas Gerais.  PLANO DE METAS  Chegando a presidência da república JK prometia fazer o Brasil saltar meio século, o slogan da campanha 50 anos em 5 tornou-se lema do governo. Para cumprir esta promessa ele apostava tudo no Plano de Metas , uma lista com 30 prioridades nas áreas de energia, industrialização. transporte, educação e alimentação. Diferente do que Juscelino dizia, o Plano de Metas não foi feito em uma banheira na casa de um dos cunhados,...

Ditadura Militar Brasileira

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 Logo após o Golpe Militar e a nomeação do general Castelo Branco para Presidente da República, ficou claro que o Brasil entraria em um regime ditatorial. Embora o golpe tivesse tido apoio de setores civis e de muitos outros políticos, os militares não pretendiam entregar o poder a eles. Desta vez, os representantes das Forças Armadas estariam no controle direto do aparelho estatal.  Os militares não viam a restruturação como planejavam por meio do Congresso, mas sim por meio de atos institucionais, ou seja, conjunto de leis promulgados pelo poder do presidente sem a necessidade de aprovação do Congresso Nacional. ATOS INSTITUCIONAIS  Não demorou muito e as grandes mudanças começavam a acontecer, em 9 de Abril de 1964, os militares passaram a ter o poder de alterar a constituição, cassar mandatos, suspender direitos políticos por dez anos, exonerar e aposentar quem pudesse atravessar seus interesses. No ano seguinte em 27 de outubro de 1965, o presidente Castelo ...