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1964 - O golpe militar

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 O mundo vivia a Guerra Fria , conflitos entre duas nações, a União Soviética e os Estados Unidos. Dessa forma, o mundo inteiro estava dividido entre essas nações, o Brasil adotou uma posição de neutralidade. Imagem: Folha Diferenciada  Em janeiro de 1959, Cuba tornou-se socialista e aliado dos soviéticos, por meio de uma revolução encabeçada por Fidel Castro, Ernesto Che Guevara e Camilo Cientuegos. O sucesso da revolução foi um golpe na política externa dos Estados Unidos, em pleno auge da Guerra Fria um país que se localizava a poucos quilômetros da Flórida, era um país socialista dentro da área de influência capitalista. Depois que os socialistas tomaram o poder em Cuba, os Estados Unidos decidiram adotar uma política mais agressiva em relação à América Latina. Na opinião do então presidente americano J. Kennedy para onde o Brasil fosse iria toda a América do Sul. Com a perda de Cuba os norte americanos não permitiriam outro governo de esquerda e socialista no...

EUA: A morte de Abraham Lincoln

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 Abraham Lincoln é um dos homens que mais se escrevem no mundo, são mais de 16 mil livros desde sua morte em 1865.  Seus últimos meses de vida foram agitados, ele conseguiu ser reeleito e aprovar a lei que abolia a escravidão no meio da guerra civil que opôs o Norte capitalista ao Sul escravocrata. Na noite de 14 de abril ele foi ver uma comédia. No terceiro ato ela viraria uma tragédia: um homem invade o camarote presidencial e atira a queima-roupa na cabeça de Lincoln. Em seguida ele salta ao palco e grita Sic semper Tyranis ( Assim sempre aos tiranos , em latim) e foge pelos fundos. O presidente sucumbe na manhã seguinte aos 56 anos. Foi uma última baixa do Norte numa guerra que matou 600 mil vidas.  Seu algoz foi o ator John Wilkes Booth , 26 anos, defensor do Sul racista. Para ele foi a gota d'água foi Lincoln defender o voto para negros, três dias antes do crime. Acabou morto por tropas do Norte, duas semanas depois do crime. Quatro cúmplices morreram na...

Santa Inquisição: Métodos de tortura

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O que foi a Santa Inquisição?  A Santa Inquisição era formada pelos tribunais da igreja que perseguiam, julgavam e condenavam pessoas acusadas de heresias. Julgamento  Um grupo de monges chegavam nas aldeias e reunia a população na igreja. No Período de Graça os pecadores eram convidados a admitirem a suas heresias, se o pecador se confessasse se livrava das penas mais severas. Quem não aproveitasse o Período de Graça poderia ser denunciado, como a inquisição incentivava o a delação, todos poderiam ser denunciados gerando um pânico nas aldeias, quem fosse acusado era convocado para se defender o tribunal.  O Suspeito era interrogado, o inquisidor-mor dava a sentença final, para arrancar confissões o Santo Ofício (como também era conhecida a Santa Inquisição) colocava espiões no suspeito e além das praticas de tortura. MÉTODOS DE TORTURA A dama de ferro  Sarcofaco de ferro com longos espinhos que se fechava sobre a vítima, os espinhos eram posicion...

Primeira Guerra Mundial

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 A competição entre as nações em busca de mercados e capitais foi um dos fatores responsáveis pelo fim da paz e da estabilidade da Belle Époque . Entre os fatores da guerra podemos destacar os conflitos imperialistas, a política de alianças e a corrida armamentista Conflitos Imperialistas  A Grã-Bretanha foi perdendo a supremacia econômica mundial para o rápido crescimento industrial alemão, o que originou uma intensa rivalidade anglo-germânica. A França nutria um sentimento de revanche por ter perdido ricas regiões para a Alemanha na Guerra Franco-Prussiana em 1870. A briga entre esses países por colonias na África geraram fortes tensões.  Política de Alianças  Por meio de acordos econômicos, políticos e militares, dois blocos foram criados:  Tríplice Aliança  Alemanha (líder) Áustria-Hungria Itália Tríplice Entente Russia França Grã-Bretanha  Esse sistema de blocos tornou-se uma bomba relógio quando as tensões en...

Primeira Guerra Mundial: A face da guerra

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O marinheiro britânico Willie Vicarge teve seu rosto desfigurado por um tiro durante a Batalha de Jutlândia, na Primeira Guerra Mundial. Willie foi submetido as intervenções cirúrgicas de Gillies  Os soldados com o rosto desfigurado são os feridos mais emblemáticos da Primeira Guerra Mundial. Foram 15 mil em 3 milhões de vítimas salvas. Se os amputados e os inválidos inspiraram piedade, os rostos desfigurados, marcados pelos estigmas dos combates, não sem contemplam sem horror.  Cinco desses foram "expostos" em 28 de julho de 1919, na Galeria dos Espelhos , aos dignatários alemães, na ocasião de assinatura do Tratado de Versalhes . De volta a paz muitos deles se encontravam deslocando socialmente. Em junho de 1921, dois feridos com rostos desfigurados fundaram a União dos Feridos na Face e na Cabeça , reconhecida de utilidade publica em 1927. Para arrecadar fundos, uma subscrição foi lançada. A ideia prosperou: a Loteria Nacional foi criada em 1935.

Primeira Guerra Mundial: Brasil, discreta participação

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Imagem: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Rio de Janeiro)  Com os americanos rompendo sua neutralidade, em abril de 1917 , o Brasil logo pendeu para o lado Entente, posição firmemente defendida por Rui Barbosa, a frente da sua Liga de Defesa Nacional, que era obstada pelos muitos germanófilos nos meios castrenses e políticos brasileiros.  A posição do grande tribuno receberia impulso com o afundamento de alguns navios brasileiros por navios alemães. Em abril de, o cargueiro Parana foi torpedeado em Barfleur, na França,causando a morte de três brasileiros e a perda de seu carregamento de cafe, Os alemães teriam disparado contra os náufragos.  O Brasil então declarou em 26 de outubro de 1917 , guerra a Alemanha e ao Império Austro-Húngaro, enviando médico e aviadores para a Europa. Navios brasileiros também foram encarregados do patrulhamento em parte do Atlântico, no Circuito Dacar-São Vicente-Gilbratar. Mas problemas de ordem técnica dos navios...

Primeira Guerra Mundial: As mulheres ocupam as linhas de montagem

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 Homens no front, mulheres no lar  Homens no front, mulheres no lar : esse clichê perdeu todo sentido. Beligerantes tinham necessidade de braços. A guerra acarretou o vertiginoso crescimento da mão de obra industrial feminina (mais de 20% na França em quatro anos, mais de 50% na Inglaterra, mais de 55% na Alemanha). As mulheres proclamavam seu orgulho em combater no que elas chamavam de segundo front. O trabalho na fábrica exigia desembaraço: elas se livraram de suas saias rodadas, espartilhos e corpetes e adotaram o macacão. Aquelas que não fabricavam armas substituíram os homens em postos que até então lhes eram reservados.   Mas a guerra não foi senão um parêntese: em 1919, as combatentes da retaguarda retornaram as suas casas. Na metalúrgica e na indústria elétrica, para tarefas não qualificadas, as operárias conservaram seus empregos, mas a França contariam com tantos indivíduos ativos (7,2 milhões) em 1921 quanto em 1911. Crédito: História Viva